A voz do meu coração grita, grita em milhões… Se a terra é uma bola gigantesca, o meu coração é um labilinto onde se esconde a força da minha vontade. Se na força da minha vontade me aquieto é para não provocar as ondas gigantes, pois nelas posso espalhar e espelhar os meus anseios e desejos, onde os contenho por precauções, para não provocar erosões e nem erupções, onde em se fossem em rochas, para mim não seriam nada, mas as rupturas que eu causaria seria no seio daqueles a quem amo… Amo porque os venero para o futuro, um futuro que os espera…
Não lhes guardo um outro planeta e nem uma nova constelação… Apenas lhes reservo um tempo sem hora marcada, sem anos que nunca poderão ser cem anos, porque os anos nunca serão contados… Todos serão contados e lembrados pela força dos sentimentos onde almejo alcançá-los, através do amor que arde em chamas, e nem na escuridão se encobrirá a minha mão, aonde em todos poderei tocar…
E já poderá chegar o tempo em quando todos serão meninos, e da terra se apagará as lembranças e registos dos que d’antes eram homens e mulheres gigantes, gigantes no falar e no pensar… Por isso prego o amor, o amor que arde em mim, pelos milhões das vozes que gritam, grita a plenos pulmões… E de lá do alto as ouço e respondo.
- Dedicado aos PKK