Tu Pedra, em quem confio

Os meus passos são firmes, os meus olhos, observadores, os meus pensamentos, latejantes. O Muro erguido em pedra faz gritar a minha voz, que contida em minha alma, está quieta e sombria; e brado, um brado que apenas o meu ser ouve: Confio em ti! OH! pedras….

E continuo o meu brado silencioso: Prefiro confiar em uma pedra? Sim, desde que elas não tenham sido manuseadas por mãos humanas, pois, tudo que se movimenta pode está destinado à prática do bem ou do mau…mas as pedras… elas são silenciosas, quietas, não praticam o mau.

Continuo andando e bradando, um brado, que contido, vai trazendo a razão as coisas que não tem explicação.

E grito, mesmo que para mim mesma: Contei as décadas e por fim aprendi, entendi, que o bem que pratico recebo apenas de Deus o reconhecimento.

Mas, o que esperar dos humanos, se a terra está devastada pelo egoísmo e corrupção?

Irei mais além, pois a natureza fala, porém os humanos não sabem ouvi-la e nem entendem a sua linguagem; pois, se alguém diz dos meus morangueiros: Então estes morangueiros não dão frutos? Respondo irritada com quem me fala sobre o meu manuseio com as mudas de morango.

Com o meu coração magoado vou cuidar das minhas mudas…. a minha irritação e mágoa não é contra as minhas mudas de morango, mas sim, com quem reprovou os meus cuidados com as minhas plantações… porém, ao se passarem os dias as mudas vão secando e pergunto-me : Mas porquê as mudas estão secando?

Volta à minha memória o dia em quê, com as minhas mãos ágeis e coração irritado tratei as mudas, então digo a mim mesma : Eu feri as minhas plantações? Rapidamente começo a dizer: Perdão meus morangueiros, perdão, eu não quis vos magoar, voltem… voltem à viver !

Os humanos não merecem a terra e nem tampouco a natureza.

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