Um pobre aldeão diz consigo mesmo: Vou candidatar-me aos apoios oferecidos pelas entidades extras governamentais! Que bom ser um europeu !
Mais adiante um administrador público diz: Vamos receber as verbas oferecidas pela União europeia! E muitos gritam: Obaa!
Mais à frente os casebres em ruinas dizem com seus botões: Quem nos dera ter de volta o nosso período de glória, onde nele, debaixo de nossos telhados firmes, tanto dormiam os nobres quanto os pebleus!
Em uma antiga muralha, descansa um abutre, gira o pescoço em torno do lugar e resmunga, dizendo: Não posso reclamar , carniça não me falta, mas também! Tenho quê dividi-la com os humanos-carniças!
Por fim, passeando pelo vilarejo, exclama o presidente da Câmara, e , com os olhos unidos aos alvoroçados dedos nos bolsos, pensa: Novos tempos! Novas gestões! Todos que acostumem-se a isto e fiquem de bicos calados!
E assim, dormem as galinhas nos palheiros sem tetos, os pobres descansam, debruçados em janelas de postigos quebrados.
E o que dizer do cemitério ao lado? Nada! A desolação tanto mora lá como mora ao lado.