Um dia, em um determinado lugar, eu disse a Deus: Por que um justo morre e em pouco tempo é esquecido, como também ninguém mais faz causa disso? Deus ficou em silêncio.
Eu falava com Deus e ao mesmo tempo falava com as flores, com as pedras, com as montanhas, com o céu, com as estrelas.
Tudo era silêncio.
Um certo dia , um jovem justo foi brutalmente assassinado. Então eu comecei a não apenas me limitar a falar com Deus, eu passei a fazer perguntas a Deus; eu perguntava, chorava e esperava as respostas.
Fiz silêncio e esperei por algum tempo; eu estava triste e cansada.
Em meio ao meu silêncio, eu ouvi a voz de Deus e descansei.
O meu descanso terreno tinha os anos contados, e depois, não mais teria tempo, e nem anos contados.
Então, esperei o fim.
Mas, como uma mortal, eu não queria abandonar o meu corpo terreno, então eu disse a Deus: Dá-me mais um tempo! Preciso dizer ao mundo que tu existe e quando falas e dizes, tu cumpres tudo o que dizes em seu certo tempo.
Deus me ouviu me abençoou.
A partir de então, eu fiquei ciente que não poderia ficar em um silêncio terreno por tempo ilimitado, então em agonia, peguntei a Deus: Para onde vou e a quem me enviarás?
Deus ficou em silêncio, porém, fêz-me conhecer a sua voz e passou a me contrar os seus futuros intentos.
Desde então, a minha responsabilidade passou a ser maior do que a primeira responsabilidade, porque vivo o meu segundo tempo.
Estou vivendo o meu segundo tempo.
Então, por fim, passarei a viver o meu terceiro tempo; se na terra ou fora dela, isso não sei.
Apenas sei que viverei.