Os dias que antecedem as trevas são cobertos por espessas nuvens; o céu é claro, porém faz contraste com os dias escuros e cinzentos. Tudo cá em baixo é silencioso, as matas não reclamam, porque, aqui e ali se ouve o uivo dos lobos, dos cães e coiottes.
Nas casas escondem-se os poucos sobreviventes de uma terra já devastada pelo pecado e maldade que emana de canto a canto; mas nem um canto de pássaro se ouve, e nem um canto da boca de justos, porque todos estão emudecidos e transtornados pelos fins dos tempos.
Até quando! Grita um pobre, sofrito e enigmático homem. Ao seu redor as vegetacões são áridas e em tons opacos; o pequeno riacho ao seu lado é ressequido, como se fosse um esqueleto com os dentes a amostra, e o que dizer dos abutres que sobrevoam o povoado deserto em busca de algo que possa alimentar a podridão dos seus ventres!
Lá ao longe pode-se ver uma pequena janela coberta pelo pó da devastidão de vida, e no fundo dela, uma fosca luz de velas, que acesas, denotam a antiga habitação a uma visão, como se fosse a semelhança de uma catacumba, mesmo que nela, ainda alguma coisa se mova.
Também podera!
Na humilde morada espera a velha senhora, mãos enrugadas e postas, os lábios balbuceiam algo que lembra uma súplica…
Mas,
Quem irá ouvi-la, se da terra os justos foram tomados?
O céu continua coberto por uma luz ofuscante.
A visão é clara:
O céu e o universo é eterno.
A terra é escura e com espessas nuvens; os dias dos homens estão sendo abreviados.
“Hoje a tarde é cinzenta e coberta por espessas nuvens e clamem os homens enquanto ainda existem na terra alguns poucos justos”.