Na excelência dos anos vividos está a beleza do ser raro, que reluz em meio a densas trevas como em formato de ouro e topázio; não vem do vazio a grandeza dos seus gestos majestosos, que ramificam em terra árida e seca, por onde se pode vê as pegadas dos peregrinos de pés chatos, desnudos de ambição, forrados da preluz do seu olhar que contempla o iniciar dos dias a partir do brilho do amanhecer…
Não são tardias as ações benéficas do raro ser de luz, quando em dado momento avista os peregrinos, pisando forte a terra de suas peregrinações, tornando latentes as pedras a volta, que estremecem como um suspiro sonoro e distante, e assim, a raridade contempla o começo dos dias do peregrinismo dos tabaréus, que são de peles pardas, cabeças cobertas de sonhos revestidos pela força da vontade das almas, unidas a corpos suados de sol a sol, de verão a inverno…
A Raridade observando a tudo, quieta fica, enquanto os peregrinos tabaréus trabalham em silencio, escondidos por detrás da taciturnosidade adequada para os tempos das lutas das mãos que se mostram a cada nascer dos dias vividos nos anos de suas peregrinações, clarificando as suas mentes com as verdades das razões outroras desconhecidas, ocultas pela ausência da maturidade, que dera lugar ao anonimato do ambiente solitário e desconhecido, adormecido em tempos de lutas, suspensos por um tempo determinado, e pela leveza de ser também, seres raros, revestidos de luz e grandeza…
Um dia, em algum lugar, deu-se o encontro da raridade com a tabaréu e taciturna, e desde então: a tabaréu e taciturna tornou-se uma tagarela, risonha e radiante, diante da grandeza da raridade que se mostrou em um dia de preluz ramificação, em uma terra árida e seca…
O tempo corre veloz como um conto ligeiro, em meio a poeira das jornadas da vida, em busca do que nunca antes fora vivido…
…assim é a vida da raridade com os tabaréus e taciturnos.