É bem verdade que desde criança vi e vejo o mundo como que em espelho, vivo. Porém ao mesmo tempo estou morta. Morta para este mundo vil…
Aos 34 anos de idade perdi um irmão brutalmente assassinado no Brasil e jogado em uma lixeira pública.
Aquele fato me fez chorar e sofrer por muitos anos, e, em minha agonia eu gritava e dizia a Deus: E eu? E quanto a mim? Diz-me quanto tempo ainda tenho aqui nesta terra?
Após tanto lamento e tristeza, Deus me disse: 23 anos .
Fiz as minhas contas e descansei, eu teria 23 anos para viver e fazer o que de melhor eu queria fazer: Ajudar pessoas pobres e doentes, assim como era o meu irmão que fôra brutalmente assassinado.
Viajei e passei a conhecer um pouco sobre o continente europeu…e a cada dia mais triste eu ficava…em se aproximando o fim do meu tempo aqui na terra eu me inquietei e gritei a Deus: Eu me iludi com o mundo, não passo de uma criança. Nada fiz…prolonga o meu tempo…me dá mais uma chance!
Deus não me respondeu em voz, me respondeu em ação e cumprimento da palavra, “tempo”… no tempo exato: 23 anos …
Deus me visitou e me viu, contemplou as minhas ações e me preservou a vida, porém, levou a minha irmã em meu lugar…e eis que perdi a metade de mim: A minha amada Lídinha, aos 55 anos de idade…exactamente ao se completar os 23 anos…
E Deus é assim. ELE DIZ.
ELE CUMPRE O QUE DIZ.